sexta-feira, 31 de maio de 2013

Simpósio Internacional de História das Religiões na USP



Entre os dias 29 e 31 de Outubro de 2013 acontecerá nas dependências da Universidade de São Paulo (USP) o 1º Simpósio da Regional Sudeste da Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR), que também será o 1º Simpósio Internacional da entidade, que já realizou treze congressos nacionais (o 14º acontecerá em setembro de 2014 na PUC-PR). O tema será "Diversidades e (in)tolerâncias religiosas"

Diversas atividades  foram propostas para o evento, que aceita propostas de apresentação de trabalhos nos GTs até o dia 20 de junho e inscrição de ouvintes (com direito a certificado) até o dia 31 de agosto (com vagas limitadas).

Há diversas temáticas relacionadas aos mais variados temas de estudos acadêmicos sobre a realidade religiosa brasileira. Destaco aqui o GT 19: "Pentecostalismos no Brasil: novas perspectivas", coordenado pelos Drs. Gedeon Freire de Alencar e Marina Correa, estudiosos do fenômeno da Assembleia de Deus no Brasil.

Há ainda o GT 17: “No templo, no quartel e no porão: os protestantes e a ditadura militar brasileira", coordenado pelo Dr. Leonildo Silveira Campos e o doutorando Leandro Seawright Alonso, ambos membros do grupo que pesquisa a atuação das igrejas protestantes na ditadura militar na Comissão da Verdade, instituída no ano passado pelo governo federal.

Religião e Violência é o tema do GT 23, coordenado pelos Drs. Edin Sued Abumanssur e Vagner Marques.   No total são 28 GTs sobre variados temas.

Mais informações podem ser obtidas no site do evento: http://www.sudesteabhr.net.br



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Profetiza, filho do homem! Uma reflexão de Ezequiel 37

A passagem bíblica da visão do vale de ossos secos é extremamente conhecida, principalmente nos círculos pentecostais. A narrativa, registrada no 37º capítulo de Ezequiel é sem dúvida a mais conhecida de todo o livro.

A passagem teve um significado especial para seu público leitor original. Ezequiel profetizou em um momento singular da história de Israel: o período de cativeiro babilônico. Neste período, os judeus estavam subjugados a um império estrangeiro que havia destruído a cidade de Jerusalém e acabado com o maior símbolo religioso da nação: o glorioso templo construído por Salomão, marca de um período de riqueza e prestígio conquistado no passado e agora inimaginável para uma nação escravizada pelos idólatras babilônicos.
Nesta época de incertezas Ezequiel, o sacerdote que se transformou em profeta, exercia seu ministério  às margens do rio Quebar na Babilônia, entre o povo cativo.

Na visão do capítulo 37 Deus coloca Ezequiel diante de um vale cheio de ossos sequíssimos e muito numerosos e lhe faz uma pergunta essencial para o entendimento da profecia: "Filho do homem, poderão viver estes ossos?"

Esta pergunta era semelhante àquela feita pelos compatriotas do profeta em sua época: "Será que a nação de Israel poderá reviver? Poderemos ser novamente o que fomos no passado?" A resposta do profeta é emblemática: "Ó Soberano Senhor, tu o sabes!". Expressava de certa forma o sentimento do povo no exílio. Só Deus poderia dizer o que poderia acontecer no futuro com a nação de Israel.

A proposta que Deus fez ao profeta em sua segunda resposta me chamou a atenção e me levou a escrever este texto: "Profetize a esses ossos e diga-lhes: ‘Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor'!". Deus estava disposto a fazer o ossos reviverem, desde que o profeta exercesse seu ofício sem medo! O vale deixaria de ser um vale de ossos secos só se Ezequiel profetizasse.

Logicamente não era o poder ou a força de Ezequiel que fariam os ossos reviverem (e o texto deixa isto claro), mas ação do Espírito do Senhor. No entanto, a ação do profeta era essencial.

Não quero utilizar aqui texto de Ez 37 como uma mensagem de auto-ajuda ou para enfatizar bordões como "as suas palavras têm poder" ou "basta profetizar par o milagre acontecer" . Penso que a ordem de Deus para o profeta apresenta aspectos mais profundos: o Senhor queria mostrar-lhe que seu ministério era necessário para que os planos de Deus se concretizassem. O povo só seria restaurado se ouvisse o que os profetas tinham a dizer. Não havia outro caminho. A restauração da nação passava obrigatoriamente pelo caminho de ouvir humildemente o que Deus tinha a dizer por intermédio de seus servos.

Na sequência da visão Ezequiel profetiza, os ossos revivem, ganham músculos e pele e formam um grande exército. Deus estava disposto a fazer o mesmo por seu povo, dando-lhe toda a estrutura necessária para voltarem à sua terra e se transformarem novamente no "grande exército" que fora no passado. Mas para isso, os judeus deveriam ouvir a profecia... e eis o problema. Poucas foram as vezes em que a nação de fato ouviu o que os profetas tinham a dizer.

Deus está disposto a fazer muitas coisas  neste mundo de ossos secos e apodrecidos em que vivemos, mas para isso é essencial que a Igreja cumpra seu papel de transmitir ao mundo de maneira integral aquilo que recebeu da parte de Deus. Para que o mundo seja restaurado e reviva é necessário que a Igreja profetize. Profetizar não é repetir uma série de bordões e palavras de impacto, mas proclamar com autoridade, humildade e senso de justiça o Evangelho restaurador da Cruz de Cristo.

Você está disposto a profetizar?



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Minicurso sobre a história do pentecostalismo na UNESP


Na próxima semana, entre os dias 20 e 23 de maio de 2013, acontecerá na Universidade Estadual Paulista, UNESP - Campus de Assis, a 30ª edição da Tradicional Semana de História. O tema escolhido para este ano será: "Memórias, Imagens e Narrativas". Além das conferências, mesas-redondas e GTs, está programada a realização de 8 minicursos, sobre variados temas.

Na ocasião estarei ministrando o minicurso número 5: "Pentecostalismo no Brasil: origens, características e expansão". Segue o resumo da proposta: 


Os pentecostais são o grupo religioso que mais cresceu no Brasil no século XX, o que pode facilmente ser verificado observando-se os números dos últimos censos demográficos. Além disso, é perceptível a exposição cada vez maior de líderes pentecostais tanto na arena política quanto na esfera midiática. No entanto, os pentecostais não podem ser considerados um grupo homogêneo, haja vista estarem distribuídos em um sem número de instituições religiosas que adotam desde rígidas condutas comportamentais como a proibição dos fiéis em assistir televisão, bem como o uso intenso dos meios de comunicação de massa em outros casos.
Neste minicurso pretendemos traçar um esboço histórico do desenvolvimento das principais denominações pentecostais do país como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Brasil para Cristo, Deus é Amor, Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo e Bola de Neve, destacando as características peculiares de cada grupo, bem como o perfil socioeconômico de sua membrasia. Daremos particular atenção ao processo de penetração dos pentecostais nas regiões de periferia das grandes metrópoles, espaços em que tais igrejas aparecem com maior vigor.


Alguns dos temas tratados serão:
  • Pentecostalismo: definições do termo
  • Conhecendo a “árvore genealógica” das Igrejas pentecostais brasileiras
  • As origens do pentecostalismo brasileiro: EUA, Suécia e Itália.
  • O campo religioso brasileiro no início do século XX
  • Pentecostalismo ou pentecostalismos? 
  • A fragmentação institucional do movimento.
  • A expansão pentecostal e os movimentos migratórios
  • Pentecostalismo, industrialização e urbanização.
  • As principais igrejas: Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Brasil para Cristo, Deus é Amor, Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo e Bola de Neve.
  • Os pentecostais no Censo 2010
  • Penetração pentecostal na periferia
  • Os pentecostais e suas redes sociais
  • O pentecostalismo e o trânsito religioso na modernidade


    É possível fazer inscrições até Segunda-feira, dia 20. Mais informações no site do evento ou em sua Fan-page

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O mercado de Bíblias no Brasil é tema de estudo acadêmico

Qualquer cristão fica admirado com a quantidade de Bíblias que vemos atualmente no mercado: Bíblia Pentecostal, Bíblia da Mulher, do Homem, do Empresário, do Surfista, da Família, da Vovó, da Batalha Espiritual, das Promessas, etc... A lista cresce a cada novo lançamento de exemplares do Livro Sagrado preparados para um público específico.

Apesar de não apresentarem alterações no texto sagrado (na maioria dos casos), as diferentes Bíblias oferecem subsídios extras como comentários, interpretações do texto, gravuras, palavras
motivacionais, ou apenas um projeto gráfico diferenciado.

De qualquer forma, a produção de Bíblias, ultrapassou a dimensão específica da evangelização e adentrou nas regras do Mercado. Hoje, as grandes editoras visualizam na Bíblia um produto, e para tanto, precisam incrementá-la com novidades para que caia no gosto do público, para que, assim, não procure uma Bíblia concorrente. Isto é comum em um país onde as questões de ordem religiosa vez ou outra aparecem na pauta dos assuntos mais comentados do dia, e onde as Igrejas Pentecostais, em que estão os maiores consumidores de Bíblias, crescem a cada ano.

Minha pergunta pessoal: a multiplicação do número de Bíblias tem, de fato, aumentado a preocupação com a sua leitura entre os evangélicos? Minha impressão pessoal (e falo isto sem qualquer constatação científica) é que não temos uma  preocupação com estudo bíblico proporcional ao número de Bíblias que
se multiplicam em variadas versões e estilos.

O Prof. Leonildo Silveira Campos, de quem fui aluno na pós-graduação, conhecido por seu trabalho sobre a Igreja Universal do reino de Deus no livro Teatro, templo e Mercado acaba de publicar um artigo acadêmico na Revista Rever, do programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da PUC-SP onde aborda as questões mercadológicas por trás da produção de Bíblias no Brasil. Como estudo de caso, ele trata da Sociedade Bíblica do Brasil.

O número da Revista é dedicado ao estudo do tema Marketing Religioso  e apresenta uma série de outros artigos de excelente qualidade sobre o tema. Como exemplo, temos o artigo de Magali Cunha: " 'Casos de família' : um olhar sobre o contexto da disputa 'Igreja Universal do Reino de Deus x Igreja Mundial do Poder de Deus' nas mídias" 
Os artigos podem ser acessados integralmente e gratuitamente no Portal da Revista Rever (aqui)

Abraço a todos e todas e boa leitura!

terça-feira, 14 de maio de 2013

#Podcast 03: Os dois filhos


No player abaixo você acompanha uma breve reflexão baseada na conhecida parábola do filho pródigo. Fique a vontade para ouvi-la, e se quiser, deixar seus comentários. 

Ouça aqui: 




terça-feira, 7 de maio de 2013

Filipenses: eis o tema das Revistas da CPAD para a EBD no 3º Trimestre de 2013.

A CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) divulgou recentemente o tema que será abordado nas Escolas Dominicais de todo o país que utilizam a sua revista, para o 3º Trimestre de 2013. Trata-se da Carta de Paulo aos Filipenses. o subtítulo escolhido foi: "A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja
A escolha do tema reflete a perspectiva que a CPAD vem adotando já há algum tempo de anualmente estudar um livro ou assunto relacionado ao Antigo Testamento e outro ao Novo Testamento, deixando os dois trimestres restantes para assuntos com temática mais abrangente. 
Fico feliz pela escolha do livro de Filipenses, carta escrita por Paulo quando estava aguardando julgamento em prisão domiciliar, e que, apesar de tais circunstâncias  é chamada por Eugene Peterson de "a carta mais alegre de Paulo". Nela, aprendemos a partir do exemplo de Cristo o valor da humildade e a verdadeira base da alegria cristã. Que nos legremos durante este trimestre! 


Eis o título das lições (clique no título das lições para ler nossos comentários):

1 - Paulo e a Igreja em Filipos ;
2 - Esperança em meio à adversidade;
3 - O comportamento dos salvos em Cristo;
4 - Jesus, o modelo ideal de humanidade;
5 - As virtudes dos salvos em Cristo;
6 - A fidelidade dos obreiros do Senhor;
7 - A atualidade dos conselhos paulinos;
8 - A suprema aspiração do crente;
9 - Confrontando os inimigos da cruz de Cristo;
10-A alegria dos salvos em Cristo;
11-Uma vida cristã equilibrada;
12-A reciprocidade do amor cristão;
13-O sacrifício que agrada a Deus.

Vale a pena lembrar que o 3º Trimestre na EBD começa no dia 7 de Julho e estende-se até o dia 29 de setembro.

Abraço a todos e todas!

Veja também:
Uma dica para o estudo de Filipenses
Comentários das lições

Obs: Caro blogueiro, caso queira publicar esta ou qualquer outra postagem em seu blog,  fique a vontade. Apenas não esqueça de colocar a fonte (autor e link). Forte abraço!