terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A mensagem do Natal em cordel


Para comemorar o natal segue um curioso e criativo vídeo contando a história do Natal em versos de cordel.  O texto é de autoria de Euriano Sales e o vídeo foi produzido pela Igreja Batista Central de Fortaleza/CE. 




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pensando rápido (2): Para quem não merece ser amado...





"O amor de Deus não se destina ao que vale a pena ser amado. O amor de Deus cria o que vale a pena ser amado" 


Martinho Lutero (Reformador alemão) 


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Usina 21: Jovens, ideias e transformação social! Dia 9 de Novembro no Mackenzie.


No próximo dia 9 de novembro acontecerá nas dependências da Universidade Mackenzie em São Paulo a 9ª edição do Usina 21, evento voltado à juventude cristã que tratará de temas diversos, com destaque especial ao eixo norteador: "Jovens, ideias e transformação social".

Os preletores principais serão Ed René Kivitz, Eugene Cho, Ziel Machado e Ariovaldo Ramos que discutirão o tema "a voz de Deus e a voz das ruas".

Haverá também palestras com Anna Penido, Leonardo Sakamoto e Antonio Carlos Costa.

No período da tarde estão programadas 40 oficinas temáticas nas áreas de Artes; Educação e família; Espiritualidade; Esporte; História; Juventude; Marketing, comunicação e designer; Ativismo social; Missões; Teologia;  Vocação, carreira e decisões; além de intervenções artísticas. (veja a lista completa de oficinas clicando aqui)

Na ocasião estarei ministrando uma oficina sobre pentecostalismo. Meu irmão, Alex Fajardo, falará sobre evangélicos e política. Mais informações podem ser obtidas no site do evento. O valor da inscrição é R$ 10,00.

Para conhecer o que aconteceu em uma das edições anteriores do Usina 21 clique aqui



terça-feira, 5 de novembro de 2013

O livro do Êxodo será o assunto da Revista de EBD da CPAD para abrir 2014

A CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) divulgou no último final de semana o tema de sua revista de EBD para Jovens e Adultos para o 1º Trimestre de 2014: trata-se do livro do Êxodo. O comentarista é o veterano pastor Antonio Gilberto

Embora o nome do livro do Êxodo não esteja presente na capa da lição (optou-se por: uma jornada de fé, a formação do povo de Israel e sua herança espiritual), as treze lições tratarão de aspectos apresentados no livro.  A capa da lição, com uma representação da abertura do Mar Vermelho faz referência ao início da jornada de fé (e de dúvidas também) do povo de Israel pelo deserto. Destaque especial será dado à figura de Moisés.

O estudo do livro do Êxodo é fundamental para a compreensão dos demais livros do Antigo e do Novo Testamento. Ali a nação de Israel, que fora gerada no livro do Gênesis efetivamente nasce. Conhecer a formação deste povo é essencial para o entendimento de toda a narrativa histórica das Escrituras.




LIÇÃO 1: O livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito
LIÇÃO 2: Um libertador para Israel
LIÇÃO 3: As pragas Divinas e as propostas ardilosas de faraó
LIÇÃO 4: A celebração da primeira páscoa
LIÇÃO 5: A travessia do Mar Vermelho
LIÇÃO 6: A peregrinação de Israel no deserto até o Sinai
LIÇÃO 7: Os dez mandamentos do Senhor
LIÇÃO 8: Moisés - Sua liderança e seus auxiliares
LIÇÃO 9: Um lugar de adoração a Deus no deserto
LIÇÃO 10: As leis civis entregues por Moisés aos Israelitas
LIÇÃO 11: Deus escolheu Arão e seus filhos para o sacerdócio
LIÇÃO 12: A consagração dos sacerdotes
LIÇÃO 13: O legado de Moisés

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pensando rápido: A escrivaninha e a mesa



"Quando os discípulos de Cristo participavam da Última Ceia, temos a impressão de que eles confundiram a mesa do Senhor com uma escrivaninha. Diante da mesa nossa preocupação deve ser a de servir, diante da escrivaninha, a preocupação é sobre quem manda mais" 

(Pr. Ziel Machado - historiador e pastor metodista) 

sábado, 21 de setembro de 2013

A reciprocidade do amor cristão (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 4.10-13

Neste trecho da carta aos filipenses está o versículo que é sem dúvida o mais conhecido de toda a epístola: "Tudo posso naquele que me fortalece". Na lição desta semana será possível estudar mais a fundo o contexto no qual está inserida esta expressão, repetida constantemente em púlpitos de todo o país.

No último domingo em nossa Escola Dominical, um de nossos professores, Pr. Nelson Rodrigues, fez uma observação bastante significativa a respeito do estudo das cartas de Paulo. Ele disse que ao estudarmos a lição da EBD é necessário entender que o texto bíblico poderá ter quatro interpretações diferentes: a que Paulo tinha em mente quando escrevia, a do comentarista da revista de EBD, a do professor que prepara a aula, e a do aluno que participará da aula. Ou seja, para compreendermos o texto é preciso antes de tudo tentarmos nos colocar no lugar de Paulo e imaginar seu objetivo em escrever a carta, depois tentarmos imaginar a reação dos filipenses ao recebê-la e então pensarmos na forma como temos lido este texto na atualidade.

Pois bem, como já tivemos a oportunidade de estudar, a carta aos filipenses é na realidade um "recibo" que  Paulo está entregando aos filipenses, já que é a resposta do apóstolo ao presente recebido dos irmãos de Filipo por intermédio do irmão Epafrodito (que inclusive quase morreu enfermo durante a viagem). S.E. McNair chama a carta de "o mais belo recibo de toda a literatura". Nela, Paulo agradece aos irmãos pela preocupação que tiveram para com ele e demonstra sua sincera alegria por este ato.

Na realidade, a alegria de Paulo não está no valor monetário em si da oferta recebida, mas no fato de perceber que os filipenses haviam se lembrado e realmente se preocupado com ele, demonstrando assim um dos frutos da atuação da graça divina na comunidade.

Quanto à sua condição, Paulo afirma que já tinha aprendido a adaptar-se a qualquer circunstância, sabendo como agir tanto quando tinha em abundância, quanto nos períodos de escassez. Um detalhe importante nesta declaração é que o sentimento de contentamento pode ser aprendido, ou seja, não é inerente à nossa natureza, mas pode ser desenvolvido a partir das nossas experiências diárias. Neste momento da argumentação de Paulo surge o famoso versículo: "tudo posso naquele que me fortalece"

Muito mais que uma frase triunfalista muitas vezes usada para tentar justificar biblicamente nossos projetos pessoais, a frase "tudo posso naquele me fortalece" aponta para a total dependência divina em qualquer tipo de circunstância da vida.

Enfim, o texto de hoje mostra a relação entre um líder religioso, uma comunidade de fiéis e o dinheiro. No entanto, nesta relação o dinheiro não ocupa a posição principal, pelo contrário, torna-se uma das expressões da confiança e da cuidado mútuo entre o líder e suas ovelhas. Tal relação só é possível de ser alcançada por intermédio da aprendizagem contínua.

Sei que em uma sociedade consumista como a nossa uma das coisas mais difíceis para se aprender é a criação de vínculos como este, onde não há interesses egoístas envolvidos, mas apenas a preocupação com o outro. Mas, penso que se aprendemos a ser consumistas, também podemos aprender a ser altruístas. Sim, podemos! Tudo podemos naquele que nos fortalece!

Abraço a todos e todas

Referências: 
McNAIR, S.E. A Bíblia Explicada. 4ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997


sábado, 7 de setembro de 2013

Ide por todo o mundo...(em áudio) - Mc.16.9-20

Compartilho hoje mensagem que ministrei no último domingo, dia 1º de Setembro na Igreja Assembleia de Deus de Vila Perus, por conta da manhã Missionária. O texto chave-foi Mc.16.9-20, com destaque para os versículos 15 e 16: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado".



Para ouvir ou baixar a mensagem CLIQUE AQUI

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A alegria do salvo em Cristo (série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 4.1-7


"Alegrai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo: alegrai-vos" (Fl 4.4)

Para mim é impossível falar deste texto bíblico sem me lembrar do comentário que tantas vezes ouvi do Pr. Israel Januário da Fonseca, da Assembleia de Deus de Perus, que ao falar da alegria cristã costuma dizer de forma bem humorada, como lhe é característico:

"Sabemos que quando Paulo escreveu este versículo ele estava preso. Assim, imagino que quando ele estava escrevendo a expressão 'alegrai-vos sempre no Senhor', um soldado romano que o vigiava tenha lhe dito: 'Paulo, olhe sua situação! Você está preso e corre o risco de ser condenado à morte e ainda diz para que eles se alegrem?' Paulo então olha para o soldado e sem falar nenhuma palavra escreve: 'outra vez digo, alegrai-vos!' 

Não é nosso interesse aqui discutir se foi exatamente desta forma que Paulo escreveu Fl 4.4, mas destacar que esta forma de entender o versículo mostra que a alegria cristã é a melhor forma de reagir às adversidades da vida. Assim, cabe a nós destacar o que é esta alegria, que aliás é um tema presente em todos os capítulos de Filipenses (como já destacamos em outra postagem), que é, sem sombra de dúvida, a carta mais alegre de Paulo.

A alegria cristã não está condicionada a algum momento de satisfação, embora seja possível encontrar tais momentos em meio à adversidade. A primeira palavra que me vem à mente quando penso no conceito de alegria tal qual apresentado por Paulo é "satisfação". Ter a alegria do Senhor significa estar satisfeito com ele. Ou seja, saber que independente do que possamos perder enquanto aqui vivermos, jamais perderemos o mais importante, que é o amor de Deus por nós. Tal convicção nos dará condições de nos alinharmos em meio às desalinhadas circunstâncias da vida. Estar alegre significa não sentir falta daquilo que é mais importante. Significa estar certo de que o amor de Deus é suficientemente grande para suprir nosso coração daquilo que nos falta.

No contexto da carta de filipenses, antes de falar sobre alegria, Paulo procura resolver um problema prático envolvendo duas personagens de destaque na igreja, as irmãs Evódia e Síntique. Ambas estavam em desavença por algum motivo desconhecido. Para procurar resolver o problema o apóstolo não se posiciona a favor ou contra nenhuma delas, mas reconhece o valor que ambas tinham no contexto de proclamação do Evangelho na cidade. Como destaca Werner de Boor, diferente do que  se possa se imaginar, a menção a estas irmãs indica a importância que as mulheres tinham na Igreja Primitiva: "Evódia e Síntique não estavam – como uma interpretação unilateral de 1Co 14.34s e 1Tm 2.11s tenta impor a todas as mulheres no cristianismo – condenadas às panelas, mas tinham serviços importantes a realizar na igreja. Chegaram a estar lado a lado com Paulo 'no evangelho'! Como gostaríamos de saber mais detalhes!"

Nos versículos seguintes Paulo relaciona a alegria cristã a outro tema de central importância na vida cristã: a oração. Mas, falaremos mais sobre estes versículos em nossa próxima postagem.

Abraço a todos e todas!


sábado, 31 de agosto de 2013

Os inimigos da cruz de Cristo (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 3.17-21

Para o trecho a ser estudado esta semana Paulo está retomando um assunto que já havia apresentado no início do capítulo 3: a suposta superioridade que os judaizantes sentiam ter sobre os demais. Confiando em sua "vida religiosa autêntica" e na preservação dos rituais da lei de Moisés, estes eram perigosas influências para a igreja de Filipos.

Por outro lado, havia também o perigo daqueles que viviam apenas para satisfazer os próprios deleites e usavam argumentos religiosos para se defender: "não há nada de bom na carne, mas enquanto estou preso nela devo satisfazê-la".

Para combater os dois grupos Paulo desenvolve duas ideias. 

A primeira delas é que o Evangelho se baseia principalmente na prática cristã. Ou seja, todo o nosso discurso deve ser confirmado por atitudes que sejam adequadas ao conteúdo do Evangelho. Por isso o apóstolo diz: "Sede  meus imitadores". Ou seja, mesmo plenamente consciente de suas próprias limitações, Paulo estava seguro de estar dando um bom exemplo de como seguir a Cristo. 

Na semana passada discutimos este versículo na reunião de professores de EBD em nossa Igreja, tentando argumentar que Paulo não estava sendo arrogante ao se colocar como exemplo para igreja de Filipos. Foi quando um de nossos professores (Pb. Eric Nascimento) disse o seguinte: "sou pai e sei que não sou perfeito, mas posso chegar para o meu filho e dizer: filho, se você quiser ser um homem de caráter siga o exemplo do seu pai. Faça as mesmas coisas que eu faço e você se dará bem na vida". Paulo tinha convicção de que estava no caminho certo e não se envergonhava de admitir isto, portanto, ele não era movido pela arrogância, mas pelo cuidado para com seus filhos na fé.

Em segundo lugar Paulo diz que toda vez que empenhamos as nossas forças para alcançar algo efêmero, estamos caminhando na contramão da mensagem da cruz. Se nossa glória é a satisfação de nosso próprio ego e nos julgamos o centro das atenções (como acontecia com os judaizantes), automaticamente nos tornamos inimigos da cruz, já que sua mensagem é a de que devemos renunciar a nós mesmos. A cruz nos convida à renuncia! A Cruz nos nos apresenta um caminho de glória que começa no auto-esvaziamento! A cruz nos convida a diminuir!

Que Deus nos guarde de colocar nossas pretensões à frente da cruz a acharmos que dela não mais precisamos. 

Abraço a todos e todas. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A suprema aspiração do crente (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 3.12-16

Se pedíssemos a um artista atual que desenhasse em uma figura simbólica o que representa “o cristão” – que imagem o artista escolheria? Que impressão tem ele da “essência” dos cristãos de hoje? Talvez ele desenharia o “ouvinte” ou uma mulher que sentada de mãos postas diante de uma Bíblia aberta.
Dificilmente ele lembraria uma imagem que para Paulo na verdade era a imagem apropriada de um “cristão”: a imagem de um desportista no estádio! O próprio Paulo se via nessa imagem. Qualquer interpretação e aproveitamento do presente trecho, portanto, precisa acontecer de tal maneira que essa imagem do cristão fique explícita. (Werner de Boor)

No trecho que estudaremos esta semana o apóstolo Paulo está falando sobre motivação cristã. Na realidade ele está dando continuidade à ideia que começou a desenvolver nos versículos anteriores, quando falava da motivação dos maus obreiros, que eram impelidos pelo desejo de reconhecimento pessoal e inspirados por uma religiosidade vã.

Depois de falar sobre as motivações inúteis dos judaizantes, Paulo fala da verdadeira motivação, daquilo que o inspirava a prosseguir, e que deve ser o alvo último da vida de cada cristão.

Duas expressões podem sintetizar a ideia deste texto. A primeira delas é "conhecer a Cristo, como dele sou conhecido". Por mais que a salvação já esteja garantida para aqueles que aceitaram a oferta gratuita de Cristo na cruz, há uma dimensão da vida cristã que consiste em aproximar-se de Deus e tornar-se cada dia mais íntimo de sua presença. Significa caminhar com ele, fazê-lo participante  de cada um dos departamentos da nossa vida. Como reiterado por Myer Pearlman no comentário de nossa lição, conhecer a Cristo não significa apenas saber quem ele é, mas ter uma relação de proximidade com ele, significa ter histórico de convivência com o Criador.

Há pessoas que estão juntas todos os dias e não se conhecem de fato. Há pessoas casadas que não sabem muito a respeito de seu cônjuge! Há também cristãos que não sabem muita coisa a respeito de seu Deus, embora possam ter um conhecimento teórico muito grande da teologia cristã.

Paulo sabia que nunca iria conhecer a Cristo tão bem quanto Cristo o conhecia (lembre-se que a primeira vez que Paulo teve contato com Cristo, no caminho de Damasco, Jesus já tinha a "ficha completa" dele e revelou conhecer detalhes que nem o próprio Paulo conhecia). Para este propósito, utilizava a mesma força que anteriormente usara para perseguir aos cristãos. Ele empenhava todas as suas forças não para se tornar um religioso exemplar, mas para conhecer a Cristo: eis o maior triunfo da vida cristã!

Para tanto, a exemplo do corredor em um estádio, o apóstolo não olhava para trás, mas seguia para o alvo. Assim, compreendemos que é possível perder-se no meio da caminhada cristã quando focamos algo que não é Cristo. Eis a preocupação de Paulo com relação aos filipenses: de que eles fossem "engolidos" por preocupações que os afastassem de Cristo (no capítulo 4 o tema aparecerá de novo, quando a carta tratará do tema ansiedade).

A segunda expressão central no texto é "o prêmio da soberana vocação". Se conhecer a Cristo é o supremo alvo do cristão e o maior privilégio que se pode ter em vida, o que se dirá de ser semelhante a Cristo?! O prêmio da soberana vocação é ser participante da mesma natureza que o próprio Cristo. É ter um corpo glorificado, como ele tem:

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.
Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.
(1 Jo 3.2-3)

Que alimentemos esta esperança! 

Veja também: 

Referências: 
BOOR, Werner de. Carta aos efésios, filipenses e colossenses: Comentário Esperança. Curitiba: Editora Evangélica Espernça, 2006.
PEARLMAN, Myer. Epistolas paulinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1998. 


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Profetiza, filho do homem! (em áudio)

Compartilho hoje arquivo em áudio da mensagem ministrada ontem (19/08/2013), na Igreja Assembleia de Deus de Vila Perus em São Paulo/SP.

O texto-chave foi Ez 37.1-14, a famosa "visão do vale de ossos secos". A mensagem nasceu a partir de um texto que postei aqui no blog no mês de maio.


Para ouvir ou baixar a mensagem CLIQUE AQUI

Para ler o texto CLIQUE AQUI

sábado, 17 de agosto de 2013

A atualidade dos conselhos paulinos (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 3.1-11

Chegamos ao terceiro capitulo de filipenses! Neste ponto aparece que Paulo estava pronto para concluir a carta quando escreve: "Finalmente irmãos, alegrai-vos no Senhor!" 

No entanto, parece que ele se lembra de algo, ou alguma circunstância específica que lhe aconteceu enquanto elaborava a carta lhe faz escrever mais algumas linhas (Epafrodito teria lhe informado de alguma situação específica que o preocupava em Filipos? Paulo teria se lembrando do problema que já estava acontecendo em outras igrejas e decide incluir o assunto na carta antes de concluí-la? Estas são apenas algumas especulações). De fato, o assunto não poderia ficar de fora: trata-se do problema causado pelos maus obreiros.

Em suma, Paulo está fazendo referência àqueles que de uma forma legalista queriam colocar sobre os filipenses um fardo pesado demais para carregar, dizendo que o cristão, para efetivamente agradar a Deus deveria guardar todos os mandamentos da lei.

O problema dos que assim pregavam não era apenas o fato de compreenderem equivocadamente a relação entre a lei e a graça, mas também de se julgarem superiores aos demais pelo fato de serem fiéis guardadores da lei. Por isso, Paulo os chama de "cães", uma referência aos aproveitadores da fé alheia (note que na época o cão não era um animal domesticado como é hoje, ele efetivamente não era o "amigo do homem"). Paulo entendia que para tais pessoas o orgulho de ser judeu e assim ter "autoridade" para doutrinar os demais era seu maior triunfo.

Assim, Paulo fala um pouco de si mesmo (não para se vangloriar, mas para apresentar um pouco de sua experiência pessoal sobre o assunto). O apóstolo mostra que, se fosse seguir a lógica destes maus obreiros,  teria motivo de sobra para vangloriar-se: era um judeu legítimo, e não um prosélito convertido ao judaísmo, tinha condições de dizer de qual tribo pertencia (no caso, da tribo de Benjamim, de onde veio o primeiro rei de Israel, Saul, cujo nome "Saulo" faz referência em forma de homenagem), tinha sido não apenas fariseu, mas um dos melhores de sua época, já que foi discípulo de Gamaliel, uma dos rabinos que marcou sua época. Enfim, quando se tratava de judaísmo, Paulo tinha credenciais que poucos judeus teriam (será que os judaizantes que Paulo critica aqui teriam credenciais semelhantes?). No entanto, em determinado momento da vida Paulo encontrou algo mais importante do que tudo que já tinha conquistado em sua carreira religiosa: Cristo.

Para ter a Cristo Paulo teve que abrir mão de todo o seu  passado como fariseu, todo o prestígio que tinha conquistado como rabino, todos os benefícios acumulados pela sua singular história, simplesmente para ser considerado um dos seguidores de Cristo e para ser identificado como um dos seus filhos. De fato, não foi nada fácil para Paulo desfazer-se de sua condição destacada no judaísmo. Ele teve que anular-se completamente em sua carreira religiosa e ser visto como um inimigo, de perseguidor virara perseguido, de cima do cavalo no caminho para Damasco sair escondido dentro de um cesto na mesma cidade.

Sim, Paulo teve que deixar tudo para seguir a Cristo, e agora, preso em Roma chegou à conclusão de que tudo valeu a pena e de que todas aquelas coisas que tanto valorizou no passado, embora tenham sido úteis para fazê-lo conhecer a Cristo, não lhe faziam mais falta alguma!

Sem dúvida, qualquer um dos judaizantes que poderiam trazer problemas para os filipenses "daria de tudo" para alcançar a posição que Paulo tinha no passado quando era fariseu. No entanto, quando conheceu a Cristo, Paulo percebeu que todas aquelas coisas nada representavam quando comparadas ao privilégio de pertencer a Cristo, tema que será desenvolvido no comentário da próxima semana.

Assim, concordo com o título da lição da CPAD desta semana, de que os conselhos de Paulo são atuais. Sim, são atualíssimos! Ainda hoje existem líderes religiosos que batalham para fazer prevalecer seu poder e para mostrarem-se melhores do que os outros por supostamente terem alguma vantagem diante de Deus, como se algo os diferenciasse diante do olhar do Altíssimo.

No entanto, na presença de Deus todos estamos "desarmados", dependendo única e exclusivamente de sua graça para poder chegar até Cristo e conhecê-lo. Paulo aprendeu isto e se admirava de ver pessoas empenhando suas vidas em algo efêmero, mas que se revestia do manto de religiosidade.

Para encerrar meu comentário, lembro-me da parábola contada por Jesus sobre a pérola de grande valor. Para tê-la o sujeito teve que se desfazer de tudo, e acabou desfrutando do melhor tesouro que poderia ter. Que aprendamos com o Mestre:

"O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas.Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou". (Mt 13.45-46)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Jesus começou, nós continuamos (em áudio)

Compartilho hoje arquivo em áudio da mensagem que preguei ontem, dia 11 de agosto, na Igreja Assembleia de Deus do Alto do Russo (bairro de Perus - São Paulo/SP), pastoreada pelo Pr. Gedaia de Souza. Os dois textos-chave foram: At 1.1-2 e Lc 4.16-19.



Para ouvir ou baixar a mensagem, CLIQUE AQUI


Abraço a todos e todas!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A fidelidade dos obreiros do Senhor (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 2.19-30



No  capítulo 1 de filipenses, Paulo afirma que uma das coisas que o afligiam era sua preocupação com as igrejas. O apóstolo estava preso e não podia visitar sequer uma delas, embora recebesse notícias (tanto boas quanto ruins) de diversas delas.

Com relação à Igreja de Filipos, Paulo se preocupava com o fato de não poder acompanhar in loco todo o desenvolvimento daquela comunidade. Assim, pretendia enviar à cidade um de seus cooperadores mais próximos, o jovem obreiro Timóteo. Paulo afirma que a presença de Timóteo entre os filipenses contribuiria para lhe trazer ânimo na prisão, já que , como ele próprio afirma se referindo ao seu filho na fé: 

"Não tenho ninguém como ele, que tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocês. Pois todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. Mas vocês sabem que Timóteo foi aprovado, porque serviu comigo no trabalho do evangelho como um filho ao lado de seu pai. Portanto, é ele quem espero enviar" 
(Fl 2.20-23 - NVI)

Neste texto, a partir de um experiência prática, a Bíblia nos aponta o verdadeiro caráter do ministério cristão: o interesse pelo bem-estar do outro, mesmo que para isto tenhamos que abrir mão de nosso próprio bem-estar. Vale a pena lembrar que no momento em que Paulo fala dos que buscam "os seus próprios interesses" está fazendo referência àqueles que o abandonaram ou que se envergonharam dele pelo fato de estar preso. Timóteo, no entanto, não se envergonhava de ter um amigo considerado criminoso pelo sistema judicial romano, pois sabia que este amigo na realidade lutava pelos interesses do Reino de Deus. Assim, Paulo não hesitaria em mandá-lo para Filipos.

O texto também fala de Epafrodito, a quem já nos referimos na primeira lição do trimestre. O fato de Epafrodito ter ficado doente quando foi entregar o presente dos filipenses à Paulo deixou-os extremamente preocupados e Paulo faz questão de consolá-los informando de de que o irmão conseguira se recuperar e em breve estaria novamente em Filipos. É possível que sua doença tenha se manifestado em decorrência de sua viagem à Roma para visitar Paulo. Sobre ele, o apóstolo comenta: "ele quase morreu por amor à causa de Cristo, arriscando a vida para suprir a ajuda que vocês não me podiam dar" (Fl 2.30)

A passagem bíblica ganha maior brilho quando lembramos das condições em que Paulo, Timóteo e Epafrodito exerceram seus ministérios. A igreja da ápoca ainda não tinha uma estrutura hierárquica rígida, e ao que tudo indica os títulos de bispo e diácono que aparecem em algumas passagens do NT ainda não eram elementos de diferenciação social no interior da igreja, embora Pedro em sua primeira carta indique o perigo da existência de pastores que atuavam por ganância (I Pe 5.1-2). De qualquer forma, não era isto que estava em jogo no ministério de Paulo, Epafrodito e Timóteo. Os três não trabalhavam com o interesse de terem um tratamento diferenciado diante da comunidade ou lucrarem por serem obreiros bem sucedidos (lembre que em várias ocasiões Paulo teve que trabalhar fabricando tendas para sustentar suas viagens missionárias!), também não pregavam para obterem reconhecimento social perante a igreja e assim dominá-la. A motivação era o bem-estar dos crentes através de sua aproximação do Evangelho. Epafrodito quase morreu por conta disso!

O trecho nos faz lembrar do que verdadeiramente significa ser obreiro. Deus confiou a missão de ser sal da terra e luz do mundo à Igreja. Ser obreiro significa "dar suporte" à Igreja para que ela consiga cumprir tal objetivo. Paulo dava suporte aos salvos plantando igrejas e escrevendo epístolas, Timóteo pastoreando e Epafrodito fazendo longas viagens. Cada um, dentro de seu chamado específico contribuía para dar suporte aos salvos (falo mais sobre isto no artigo "Diferentes aptidões, diferentes ministérios" - leia-o clicando aqui)

Concluo a postagem desta semana com a frase do Pr. Israel Januário da Fonseca, a quem muito admiro e que dá suporte à Igreja na área do ensino: "Deus deu os pastores para a Igreja e não a Igreja para os pastores!"

Pensemos nisto!

Abraço a todos e todas!

domingo, 4 de agosto de 2013

Conselhos de Provérbios e Eclesiastes serão o tema da Revista de EBD da CPAD para o 4º Trimestre de 2013


A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) divulgou esta semana o tema de suas revistas da Escola Dominical para o 4º Trimestre de 2013. Para a faixa etária dos jovens e adultos o tema será: "Conselhos para a vida: a atualidade de Provérbios e Eclesiastes". O comentarista é o pastor piauiense José Gonçalves. 

Assim, depois de nos debruçarmos sobre a alegre carta de Paulo aos filipenses, voltaremos nosso olhar para a sabedoria hebraica do Antigo Testamento. As oito primeiras lições serão dedicadas a assuntos abordados em Provérbios, enquanto as outras cinco se dedicarão a Eclesiastes. Como se tratam de livros maiores, não será possível deter-se na análise de todos capítulos (como foi feito com Filipenses), mas são selecionados assuntos como prudência, trabalho, dinheiro, relacionamentos e disciplina, que aparecem em destaque nestes dois grandes livros do Velho Testamento.

Confira abaixo a capa os assuntos de cada uma das 13 lições do trimestre: 






Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

O 4º Trimestre na EBD começa no primeiro domingo de outubro (dia 6) e se estende até o último domingo de dezembro (dia 29). A partir da última semana de Setembro disponibilizaremos em nosso blog nossos comentários para cada uma das lições. 

Abraço a todas e todos. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

As virtudes dos salvos em Cristo (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 2.12-18

Como vimos na postagem anterior, uma das palavras-chaves para a compreensão  do exemplo de humildade de Jesus é obediência. Foi por intermédio de sua obediência irrestrita ao Pai que Cristo se contrapôs à desobediência generalizada provocada pelo pecado no mundo. Cristo foi obediente até a morte, tornando-se o maior exemplo e inspiração para aqueles que lutam contra o pecado.

Na passagem de Fil 2.12-18 Paulo quer destacar o lugar da obediência no processo de salvação e para tanto faz duas declarações que a principio parecem se contradizer: primeiro diz que devemos "operar a nossa salvação" e depois diz que "Deus é quem opera em nós tanto o querer quanto o efetuar". Assim, pode aparecer a dúvida: quem opera a salvação? Deus ou nós mesmos?

Na realidade as duas expressões estão falando de partes diferentes do mesmo processo. Nossa salvação depende única e exclusivamente da obra de Cristo, já que não teríamos nada que pudéssemos oferecer a ele para "bancar" nossa salvação.

Esta afirmação me faz lembrar que em minha infância costumava ouvir o Pr. Samuel Bezerra (então pastor da Assembleia de Deus em Pindamonhangaba) quando vinha pregar nos Congressos de jovens de minha igreja. Todo ano antes de pregar ele cantava um hino de sua autoria, que dizia:

Eu sou sócio de Deus
Eu sou muito feliz
Nesta sociedade
Deus me aceitou
Ele me quis
Eu entrei com a fé
Que ele mesmo me deu
Nesta sociedade
Que felicidade
Quem lucra sou eu

Logicamente, o que estava por trás da letra não era a intenção de promover nos ouvintes o desejo de obter "vitórias financeiras" por parte de Deus, ou transformar nossa relação com ele em um contrato capitalista. Na realidade o hino quer mostrar que nossa salvação depende daquilo que Deus nos apresenta e daquilo que nós apresentamos para ele. No entanto, como não tínhamos nada para apresentar para ele, então, ele nos deu a fé. Ou seja, até mesmo o elemento que precisaríamos para nos tornarmos "seus sócios"  é um presente dele para nós. Nesta sociedade, Deus é quem providenciou tudo, até mesmo os recursos para que pudéssemos chegar até ele!

Ótimo! Concluímos que é Deus quem opera o querer e o efetuar, pois até o desejo que temos de segui-lo dependeu da fé que ele gratuitamente nos deu. Como explicar então a outra parte do texto, "operai a vossa salvação"?

O que o texto quer mostrar é que a salvação não é apenas algo que vai acontecer quando chegarmos ao céu. A salvação começa quando conhecemos a Cristo, e do ponto de vista de Deus, começou antes mesmo da fundação do mundo (I Pd 1.20). Ou seja, não seremos salvos só quando chegarmos ao céu. Já somos salvos agora! E como salvos devemos externar através de nosso convívio diário o que significa ser salvo. Como traduz a NVI: "ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor" (Fl 2.12)

Como colocar a salvação em ação? Paulo explica: fazendo as coisas sem murmurações e contendas. Vale a pena lembrar aqui que os hebreus que saíram do Egito em direção a Canaã, colocaram tudo a perder por conta das murmurações, um forma de colocar em dúvida a maneira como Deus conduz as coisas, um passo apenas antes da incredulidade.

A chave para colocar a salvação em ação está no versículo 16: "retendo a palavra da vida". Note que o que Paulo está falando não é uma mera memorização de textos bíblicos, mas uma atitude de envolvimento completo com os princípios expressos através da vida e obra de Cristo e das Escrituras. É comprometimento total com a palavra da vida.

Só assim será possível alcançar o principal objetivo de Deus para nossas vidas: brilhar como astros no mundo (Fl 2.15). Brilhar aqui não tem nada a ver com fama ou projeção social, mas colocar a salvação em prática de tal forma que nossa ações apontem única e exclusivamente para Deus e sua graça salvadora. Significa brilhar para iluminar ainda mais o Evangelho, e não nos mesmos.

Que lutemos por isto!



sábado, 27 de julho de 2013

Na periferia do Rio de Janeiro papa visita a Assembleia de Deus.

Durante sua visita à favela de Varginha, no complexo de Manguinhos no Rio de Janeiro no último dia 25, o Papa Francisco visitou um templo da Igreja Assembleia de Deus.

De acordo com o padre Márcio Queiróz, que acompanhou o papa na favela, Francisco estava passando em frente à Igreja e quando soube que havia um grupo de crentes lá dentro pediu para entrar, pois queria cumprimentá-los. O papa conversou por alguns instantes com o pastor e convidou a todos os presentes para rezarem o Pai Nosso. O porta-voz do Vaticano, o padre Frederico Lombardi, confirmou a informação.

O ato de visitar um templo pentecostal na periferia tem um significado simbólico bastante forte. Os pentecostais são o grupo religioso que mais cresce nas regiões pobres das grandes cidades latino-americanas. As igrejas evangélicas fazem parte da paisagem urbana das favelas e bairros mais pobres das metrópoles, onde formam redes de solidariedade entre os moradores que se convertem. Estas mesmas regiões têm ocupado lugar de destaque nos discursos do papa, que também é latino-americano.

A visita de Francisco à Assembleia de Deus abre a oportunidade para a reflexão sobre o papel que as igrejas tem ocupado no cotidiano das comunidades carentes do país, e como estas se apresentam diante do olhar de outras religiões.


Com informações da agência EBC

Atualização em 2/8/2013: 

Por mais que se procure na internet, não se conseguiu encontrar sequer uma foto ou filmagem do momento em que o papa conversou com os membros da Assembleia de Deus. No entanto, há uma entrevista com um dos pastores que o recepcionou. Diferente do que informamos antes, Francisco não entrou na igreja, mas pediu para orar com os irmãos. Veja o vídeo: 




sexta-feira, 26 de julho de 2013

Seminário "Religiões e Religiosidades no Mundo Contemporâneo na UNESP de Marília.


O programa de pós-graduação em Ciências Sociais da UNESP de Marília promoverá entre os dias 29 e 30 de agosto o seminário "Religiões e religiosidades no mundo contemporâneo". O evento contará com a presença dos seguintes debatedores: Profs. Drs. Dra. Brenda Carranza (PUC-Campinas,SP), Flavio Sofiati (UFG-GO), Fabio Lanza (UEL-PR), Donizete Rodrigues (UBI, Portugal), Emerson Sena (UFJF-MG) e Antonio Braga (FFC-UNESP, SP). Os interessados em enviar seus resumos para apresentação nos GTs deverão fazê-lo até o dia 4 de agosto.

Maiores informações podem ser adquiridas no Blog do evento ou em sua Fan-page no facebook.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ed René Kivitz participa de programa de entrevistas na TV Bandeirantes

Programa Claquete (Foto Blog Mundo Cristão)
Na madrugada do dia 23 de julho, o Pr. Ed René Kivitz, da Igreja Batista de Água Branca e do Forum Cristão de Profissionais participou do programa Claquete, apresentado por Otávio Mesquita na TV Bandeirantes. A entrevista foi motivada pelo interesse do programa em discutir o tema religião, tendo em vista a visita do papa Francisco ao Brasil.

Durante quase cinquenta minutos o pastor respondeu perguntas sobre teologia, política, religião, história do cristianismo, crescimento evangélico, fé e religiosidade, vindas tanto do apresentador quanto do público. A primeira delas foi: "Quem é Deus?", passando por perguntas como "é perigosa a proximidade entre fé e política?" e terminando com "qual sua postura com relação a temas como aborto e homossexualismo? "

Vale a pena acompanhar a entrevista, que está na íntegra no link abaixo:




quarta-feira, 24 de julho de 2013

Os "sem religião" do Brasil ganham destaque em jornais da Europa.

Capa do jornal belga Le Soir
Não é segredo para ninguém que o panorama religioso do Brasil tem mudado nas últimas décadas. Os principais aspectos de tal mudança são o declínio do catolicismo e o crescimento acentuado do número de evangélicos (em especial pentecostais). Os números de cada novo Censo apontam para isto (veja em nosso blog aqui e aqui).

No entanto, um grupo que têm aumentado a cada novo Censo e que nem sempre é percebido de forma muito clara é daqueles que se denominam "sem religião". Note que aqui não estamos nos referindo necessariamente a ateus ou agnósticos, mas àqueles que optaram por não estarem sob a tutela de determina instituição religiosa. De acordo com o Censo 2010, este número já alcança 8% da população brasileira. Entre 2000 e 2010 os sem religião tiveram um crescimento de 2,8 milhões de pessoas, totalizando atualmente mais de 15 milhões (destes "apenas" 615 mil se declaram ateus e 124 mil agnósticos).

Ontem, dia 23 de julho, três jornais europeus publicaram matéria sobre o perfil do grupo dos "sem religião" no Brasil. A matéria foi feita pela repórter Chantal Rayes, correspondente de São Paulo do jornal francês Libération. A matéria faz parte da cobertura européia da presença do papa Francisco no Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude. Além do Liberátion, a matéria também foi reproduzida no Le Temps, da Suiça e Le Soir, da Bélgica.

Paul Freston (foto: divulgação)
Foram entrevistados  os professores Paul Freston (doutor em sociologia pela UNICAMP e professor da UFSCar) e Dario Paulo Barrera Rivera (Doutor em Ciências da Religião pela Univ. Metodista de São Paulo e professor da mesma Universidade). Freston declarou que os sem religião "são pessoas que mantêm a fé, ou pelo menos uma forma de espiritualidade, mas rejeitam rótulos religiosos. São a expressão de uma crise geral das instituições que não poupa as Igrejas". 

O professor Paulo Barrera destacou que o grupo dos sem religião não é meramente uma expressão das camadas mais ricas da sociedade, mas que se manifesta com intensidade nas regiões de periferia das grandes metrópoles, também entre pessoas com pouca escolaridade. Nestes espaços as igrejas pentecostais também aparecem com vigor. O professor destacou ainda que o fenômeno dos sem religião também está presente em outros países da América Latina, como Chile, Argentina e Uruguai.

O interesse de um jornal francês sobre o tema reflete um processo que é percebido com maior intensidade nos países europeus: a perca da centralidade das instituições religiosas na pós-modernidade. O livro da pesquisadora francesa Daniele Herviéu-Léger, O peregrino e o convertido (publicado no Brasil pela Paulinas) retrata esta questão e tornou-se referência para o estudo do tema.

Paulo Barrera (foto: Alex Fajardo)
Vale a pena lembrar que o professor Paulo Barrera, que foi entrevistado na matéria, coordena o Grupo de Pesquisas Religião e Periferia na América Latina (REPAL) que reúne pesquisadores de diferentes instituições que se debruçam sobre o estudos das formas de manifestação religiosa nas periferias das metrópoles latino-americanas. Marcos Nicolini, membro do grupo, está desenvolvendo pesquisa de doutorado sobre os sem religião, o que sem dúvida trará novos elementos para a discussão do tema. Em 2011, este blogueiro, que também é filiado ao REPAL, defendeu sua dissertação de mestrado sobre os pentecostais na periferia de São Paulo, tendo como estudo de caso o bairro de Perus (conheça o arquivo da dissertação clicando aqui).


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Faleceu a antropóloga Clara Mafra, estudiosa do movimento pentecostal no Brasil


Faleceu no último dia 19 de Julho a professora Clara Cristina Jost Mafra, do Depto. de Antropologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em consequência de um câncer (melanoma) contra o qual lutava nos últimos meses. 

Clara Mafra concentrava suas pesquisas em torno dos fenômenos religiosos nas metrópoles, em especial o pentecostalismo, destacando-se pela publicação dos livros Na posse da palavra (Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa 2002); Os Evangélicos (Jorge Zahar, Rio de Janeiro 2001) e a coletânea Religiões e Cidades, organizada com Ronaldo Almeida (Terceiro Nome, São Paulo 2009). Clara também publicou diversos textos em revistas acadêmicas e capítulos de livros. Era formada em Ciências Sociais com mestrado em Antropologia Social (ambos na UNICAMP) e doutorado em Antropologia Social (Museu Nacional/UFRJ) Realizou pós-doutorado na Universidade de Aberdeen e na Universidade da Califórnia, San Diego

Sem dúvida Clara Mafra deixou uma grande contribuição para os estudos do Movimento Pentecostal no Brasil.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Jesus, o modelo ideal de humildade (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 2.5-11

Na época em que eu era aluno do curso de teologia um professor citou uma frase da qual eu nunca mais me esqueci (embora tenha me esquecido do nome de quem a pronunciou originalmente - se algum leitor souber, por favor escreva lá nos comentários, rsrs). A frase é a seguinte: 

"Em Cristo vemos Deus como realmente Deus é e também vemos o homem como o homem realmente deveria ser" 

Esta citação tem uma relação direta com o texto de Fl 2.5-11, em que Paulo utiliza o exemplo da auto-humilhação de Cristo como modelo de conduta para os filipenses.

Nos versículos anteriores (estudados nas duas últimas postagens - aqui e aqui) Paulo fala de suas próprias experiências na prisão e reconhece que seu sofrimento estava servindo de incentivo para que outros pregassem o Evangelho. No entanto, nada se compararia com o exemplo do próprio Cristo! Assim, Paulo escreve uma das mais famosas passagens do Novo Testamento, em que fala do processo espontâneo de humilhação do Filho de Deus.

Antes de falar sobre a passagem, é importante destacar que Paulo a utiliza para criar nos filipenses o senso da humildade. Assim, seu objetivo inicial não era promover uma discussão teológica a respeito da encarnação do filho de Deus (embora o texto naturalmente conduza a isto), mas expor de modo prático a veracidade dos sentimentos e atitudes de Cristo. Assim, volto à citação do início deste texto: Jesus deve ser visto como a expressão exata de Deus, mas também como o modelo ideal de humanidade, já que, estando entre nós em um corpo físico, assumiu todas as prerrogativas humanas, deixando-nos o exemplo de como viver com dignidade em um mundo indigno.

A passagem é fundamental para entendermos (ou pelo menos tentarmos entender) o "mistério da encarnação". Jesus não se "transformou" em homem, já que esta expressão nos levaria a pensar que ele deixou de ser Deus para ser homem. Em nenhum momento Cristo perdeu qualquer dos atributos divinos, embora deles abrisse mão para que pudesse, de fato, assumir a identidade humana em todos os seus aspectos. A passagem diz que Cristo "não teve por usurpação ser igual a Deus" (ARC), "não considerou ser igual a Deus algo a que se devia aferrar" (AR - Imprensa Bíblica), "não considerou que ser igual a Deus era algo a que deveria se apegar" (NVI). Ou seja, ele não "tirou proveito" de sua posição para poder triunfar na terra, embora tivesse sido tentado a fazer isto. O episódio das três tentações de Cristo no deserto apontam para isto. Na ocasião o diabo lhe propôs usar sua condição de Deus para "encurtar o caminho de sua vitória e exaltação", no entanto, Cristo sabia que deveria cruzar este caminho sob a identidade humana e sob a roteiro da humildade. Aceitar a proposta do alheio seria ter usado sua posição de Deus por usurpação, o que comprometeria tanto a sua missão quanto à glória do Pai, bem como a nossa redenção.

Daqui podemos extrair a primeira lição prática: nós nos apegamos ao que temos com muito facilidade, principalmente quando se tratam de títulos honoríficos e posições sociais. Aliás, talvez a maioria de nossas intrigas e discussões seja para que não percamos as coisas que aparentemente nos fazem diferentes dos demais. Jesus, por outro lado, sendo o único que realmente tinha algo diferente de todos os outros homens (não apenas daqueles que viviam em sua época, mas de todos os homens em toda a história da humanidade), não tirou qualquer vantagem de sua posição, mas se igualou àqueles que o cercavam, escolhendo viver de modo humilde.

Seu processo de humilhação não se limitou a viver como um homem comum, mas enfrentar a morte, e pior, a morte de cruz! A crucificação era uma condenação extremamente humilhante. Normalmente quem era crucificado ficava horas e até mesmo dias agonizando em público, sem roupa, enquanto ouvia chacotas  de quem por ali passava. Realmente, era maldito quem era pregado em uma cruz! E Cristo assim o fez, tornando-se maldição por nós.

No texto, Paulo indica que a humilhação de Cristo foi movida pela obediência. Como? Werneer de Boor, explica o versículo 8 da seguinte forma:

Pecado é desobediência! Pecado é a autonomia arrogante que se contrapõe a Deus: quero ter minha própria vida, não quero obedecer, quero seguir minha própria vontade. “Dá-me, Pai, a parte dos bens que me cabe”. Ou, potenciado à máxima insolência: nem mesmo existe um “Pai” que tenha algo a me dar, tudo é simplesmente meu! A primeira desobediência no paraíso desencadeou a avalanche da desobediência, aquela avalanche de desgraças, de trevas e sofrimentos que chamamos de “história universal”. Cada pecado individual volta a ser desobediência, os menores pecados são desobediência, aumentando essa avalanche e sendo arrastados por ela. Deus fala, Deus adverte e suplica. Eu, porém – não quero! Essa é a dor do Filho que ama o Pai: Pai, como te desonram com sua desobediência devota ou insolente, todos eles, todos! Pai, deixa-me restabelecer a tua honra! Quero espontaneamente demonstrar que obedeço a ti como um escravo obedece a seu senhor. Pai, ordena-me o mais terrível. Pai, diante de todos os anjos e diante dele, o autor de toda desobediência contra ti, eu serei obediente! “Humilhou-se, pois, a si mesmo, feito obediência até a morte, porém, à morte da cruz”(*).

Assim, Jesus vai na contramão de toda a arrogância inerente à condição humana, entendendo que o caminho que deveria trilhar era o da obediência e da humildade. Para Paulo esta era a mensagem que deveria ficar impregnada no coração dos filipenses: de nada adiantar ostentar força e poder com o objetivo de sobressair-se, já que o dono de toda a força e poder decidiu percorrer o caminho contrário, humilhando-se a si mesmo.

Paulo conclui a sentença mostrando que Cristo ganhou um nome que é sobre todo o nome. Ou seja, a exaltação final de Cristo colocou-o em um patamar que subsiste às limitações de tempo ou espaço. Por mais que o tempo passe ou as coisas mudem o nome de Jesus continua sendo o centro de todo o Universo. Assim, Paulo quer mostrar que o caminho da humildade e da auto-humilhação, diferente do que se possa pensar a princípio, é o caminho mais glorioso que se pode trilhar!

Na próxima postagem falaremos sobre a aplicação que Paulo faz da passagem que estudamos hoje para a vida cotidiana dos filipenses.

Ate lá e um abraço a todos e todas!

Referências:
(*) BOOR, Werner de. Carta aos efésios, filipenses e colossensesComentário Esperança. Curitiba: Editora Evangélica Espernça, 2006. - p.31

Mais no Blog:
O que dizer diante da cruz
Sobre deuses e redes


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Diretor de escola conta suas experiências em livro: "chegava em casa estraçalhado emocionalmente"

Mais uma vez quero compartilhar um texto que não tem relação direta com os assuntos que normalmente trato no blog, mas que chamou minha atenção. Sou professor na rede pública de ensino e compartilho das dificuldades diárias que milhares de profissionais enfrentam a cada dia. Sei que tais dificuldades não são exclusivas de professores, mas se relacionam também com os demais profissionais envolvidos no cotidiano escolar, em especial os colegas coordenadores pedagógicos e diretores. 
No texto a seguir, que encontrei no site livros e pessoas, que por sua vez republicou matéria do Portal UOL,  um ex-diretor de escola conta parte das experiências que passou nos dez anos em que exerceu o cargo. Seus relatos viraram livro. 
A matéria é assinada pela repórter Marcelle Souza. 
Boa leitura! 

‘Chegava em casa estraçalhado emocionalmente’, conta ex-diretor de escola

Marcelle Souza, no UOL

De uma salinha na parte administrativa da escola, ele decide quase tudo: falta de papel higiênico, briga entre alunos, problemas de professores e questões burocráticas com a Secretaria de Educação. Mas quem é esse personagem que aparece nas nossas lembranças da infância como o temido chefe do colégio?
“Vou chamar o diretor já”, “o diretor vem vindo aí…”, Se eles estão fora da classe, basta apontar a cara no corredor para desembestarem em uma correria geral rumo a sala de aula. Como alguém pode ser simpático com uma propaganda tão eficiente? “Vai tomar uma suspensão do diretor”
“Eu chegava em casa todos os dias estraçalhado emocionalmente, é muito pesado, muito desgastante. Você trabalha com os extremos: a ingenuidade de uma criança e a canalhice de alguém que comete alguma irregularidade. Pensei várias vezes em desistir”, afirma Luiz Benedito Ponzeto, 67.
Diretor por dez anos, Ponzeto se aposentou e decidiu contar o cotidiano dessa função. Ele acaba de publicar o livro de crônicas “Diário de um diretor de escola”, com histórias ficcionais sobre o dia a dia da profissão.
Nos textos, Ponzeto mostra que a imagem de temido – quem nunca ouviu a frase “vou chamar o diretor” ou “você vai para a sala a do diretor”? – esconde um ser humano cheio de expectativas e problemas.

Luiz Benedito Ponzeto, ex-diretor

Uma bomba por dia para desarmar
Foram 30 anos de dedicação à escola, como professor de matemática, coordenador pedagógico e diretor de escolas públicas e privadas de várias cidades de São Paulo, e uma “bomba por dia para desarmar”. Há cinco anos, ele se aposentou e teve que romper com os desafios e êxitos da profissão. Precisava descansar.
O livro veio então da vontade de retratar o dia a dia da escola e foi resultado de um grupo de estudos e dos primeiros exercícios escrevendo crônicas. As histórias retratadas, diz o ex-diretor, são ficções, mas bem que poderiam se passar em muitas escolas do país. “Eu queria um texto alegre, ao mesmo crítico, que mostrasse a escola como uma coisa dinâmica, em constante transformação”, diz.
E o cotidiano do narrador do livro não é nada fácil. Imagine ter que virar técnico para resolver o problema no som de uma turma que vai fazer uma festa, conversar com a mãe de um garoto que brigou com os colegas na escola ou decidir entre abrir ou não um pacote suspeito enviado sem remetente.
Em uma das crônicas, a “bomba” do dia é a falta de papel higiênico. Arrecadar dinheiro com alunos? Fazer uma festa? Usar o dinheiro já repassado pelo Ministério da Educação? Ou aguardar a burocracia dos órgãos competentes? Com bom humor e uma dose de preocupação, o diretor dessa escola de mentirinha tenta resolver esse problema tão real.
Um dia de cada vez
Em um trabalho dinâmico, Ponzeto diz que o mais frustrante da função é ver projetos interrompidos e não atingir os objetivos traçados. “Como diretor, você não sabe o que aconteceu com aquela pessoa depois que ela saiu da escola, se valeu ou não todo o trabalho que foi feito”.
Acontece que o Jeferson já aparenta ser adulto, com barba na cara e tudo o mais. E a experiência que já acumulou na sua vida é maior do que a da equipe escolar inteira. Só estão mandando ele de volta para a escola porque foi pego num assalto junto com outros “menores infratores”. E como ainda é menor, não pode ficar fora da escola. Depois que foi pego, cumpriu uns meses na Fundação Casa. Agora está livre para recomeçar do zero, aqui na escola.
Conseguir mudar alguma coisa na vida de um aluno, por outro lado, é maior conquista de um diretor. “O trabalho com o ser humano é muito agradável, especialmente quando você se dedica à construção dele. É muito emocionante, até hoje é muito forte para mim”, diz.
Leia a seguir um trecho do livro:
Uma bomba por dia para desarmar
“Isso aqui está mais para filme de ação do que para instituição de ensino. Mas por que alguém me mandaria uma bomba dessas? Se as xerifes da escola não conseguiram saber a origem desse troço, de nada adianta eu perguntar para Deus e o mundo. Só vou é dar bandeira e colocar mais lenha na fogueira. E muito menos seguir a sugestão da Sandra. Já imaginou o bairro todo ouvindo a sirene da polícia chegando aqui na escola? Vai ser sopa no mel, ou é mel na sopa, nunca sei. As mães invadirão a escola desesperadas para salvar os seus filhos, atropelando os das outras, descompensadas e histéricas: todas elas. Não, isso não, a imprensa, o Datena, Jornal Nacional… E quem vai abrir então? Fiz a pergunta para mim mesmo, estou sozinho na sala, sem pão doce com recheio e nem água com açúcar. Vai que elas têm razão. Dar uma de herói é que eu não vou, nunca tive essa vocação, por isso mesmo fui ser diretor de escola. Mas e os alunos? Se souberem que eu afinei: “amarelou hein diretor”, não admito ser chamado de bundão. Pensando bem, quem faria uma maldade dessas comigo? Não tenho nenhum inimigo conhecido, tenho conhecido inimigos, isso sim, mas são professores; acho que não saberiam montar uma bomba, muito menos caseira, nem existe mais laboratório de ciências.”

Veja também:
Professora brasileira se admira com sistema educacional na Finlândia

terça-feira, 16 de julho de 2013

Um comentário sobre o encontro de cantores evangélicos com a presidenta Dilma Roussef

Ontem um grupo de cantores evangélicos, capitaneados pelo Ministro Marcelo Crivella foram recebidos pela presidenta em audiência. Segundo a assessoria de Dilma a audiência faz parte de uma série de ações promovidas com o objetivo de dar uma resposta às manifestações populares ocorridas no último mês. ´

No entanto, na audiência, tais "representantes dos evangélicos" não apresentaram qualquer tipo de pauta ou reivindicação. Tudo indica que o encontro serviu apenas para colocar tais personagens debaixo do holofote na mídia, com o objetivo de mostrar que os evangélicos são um grupo de peso e com uma grande fatia do público consumidor do país. 

Assim, me pergunto quais seriam os efeitos práticos desta audiência. Apenas dizer que os cantores oraram pela Dilma? Ora, todos sabem que a oração faz parte de um processo de intimidade entre o homem e Deus e que orar pelos governantes não é mais do que uma obrigação de todo cristão sério. 

Na realidade o que me preocupa é a aproximação com o poder, não no sentido de lhe apontar os erros e clamar por justiça, mas no sentido de mostrar-se como uma força política. 

Jesus nos ensinou a ser o sal da terra e luz do mundo. Ora, o sal não aparece mas é fundamental para a conservação do sabor. A luz sim aparece, mas com objetivo de dissipar as sombras. Penso que com atitudes sérias agimos como sal e quando defendemos o que é certo agimos como luz. Queira Deus que a Igreja Evangélica no país siga este caminho e não seja cooptada pelo poder político e pelo poder midiático. 

Cantoras evangélicas e Dilma (Foto: Roberto Stuckert) 

sábado, 13 de julho de 2013

Mais uma dica para o estudo do livro de Filipenses

Na semana passada indicamos aqui no blog mensagem do Pr. Hernandes Dias Lopes sobre o livro de filipenses, no intuito de oferecer um exemplo de aplicação prática da mensagem desta importante carta paulina.





Hoje indico mais uma mensagem, desta vez ministrada pelo pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo - capital (IBAB) Ed René Kivitz (foto). Na realidade trata-se de uma série de mensagens ministradas no ano de 2010 baseadas na carta de Paulo aos filipenses, sob a orientação do livro de Warren Wiersbe, Seja Alegre.

Compartilho hoje a mensagem inicial da série, Alegria em todas as circunstâncias, que tem tudo a ver com a lição 2 da Revista da CPAD deste trimestre. Vale a pena conferir. No link abaixo é possível acompanhar a íntegra da mensagem.

Alegria em todas as circunstâncias - Clique aqui para ouvir

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O comportamento dos salvos em Cristo (Série Filipenses na Escola Dominical) - Fl 1.27 - 2.4


Como vimos na postagem anterior, quando escreve aos filipenses Paulo relembra as situações vexatórias pelas quais havia passado e ainda estava passando por conta de seu trabalho na causa do Evangelho, mas fala também da forma como lidava com tais situações: sua motivação estava no fato de, mesmo preso e com grande chance de ser condenado à morte, estar contribuindo para o progresso do Evangelho.

Depois desta palavra inicial no 1º capítulo, o foco deixa de ser o sofrimento de Paulo e passa a ser a postura cristã dos filipenses. Não era apenas Paulo quem sofria por conta do Evangelho, mas também seus leitores. Vale a pena lembrar que a cidade era uma colônia romana e que a igreja fora fundada ali debaixo de grande confusão e agitação social. Não era fácil ser cristão em Filipos. Assim, a partir de Fl 1.27 a pergunta que se procura responder é : como ser cristão em uma cidade como Filipos?

O primeiro conselho de Paulo é que os filipenses não colocassem sua esperança em um possível retorno do apóstolo para a comunidade. Todos sabiam que aquela poderia ser a última prisão dele, e que poderiam nunca mais vê-lo, por isso Paulo escreve: quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica (Fl 1.27 - NVI). Assim, o ânimo dos filipenses deve firmar-se sobre o fato de estarem andando de acordo com o Evangelho, ou como traduzido na NVI, exercendo a cidadania de acordo com o Evangelho. Em uma cidade considerada colônia romana, cujos habitantes desfrutavam da cidadania romana, a ideia de uma cidadania fundada no Evangelho tem um efeito de destaque.

Com relação à resistência enfrentada, Paulo explica que aos irmãos de Filipos foi concedido um duplo privilégio: além de crerem em Cristo, têm a oportunidade de sofrerem por ele. Para o apóstolo, sofrer por Cristo significa partilhar de uma experiência da qual o próprio Senhor passou. Merece destaque aqui a visão que os primeiros cristãos tinham sobre o sofrimento: o simples fato de sermos cristãos muitas vezes nos leva até ele e devemos enfrentá-lo com firmeza, de modo a testemunhar nossa fé. Cristo  é o exemplo maior. Assim, para enfrentar o sofrimento e a resistência, os filipenses deveriam fazer como Paulo fez e explicou nos versículos anteriores: devem preocupar-se com o Evangelho, fazendo com que as tribulações apontem para Cristo.

Assim, na parte final do capítulo 1, Paulo fala do cuidado que os filipenses teriam de tomar com relação à resistência externa. No entanto, a partir do capítulo 2, a preocupação é outra. Neste capítulo o foco está nas relações internas da Igreja, na forma como os irmãos deveriam relacionar-se.

Pensando na relação entre a preocupação com a resistência externa e os problemas internos da igreja, lembro-me de uma ilustração proposta por C.S. Lewis no clássico "Cristianismo Puro e Simples" (que é aliás um dos melhores livros que já li). Lá ele compara a jornada cristã com um grande número de barcos navegando para o mesmo destino. Ao mesmo tempo em que cada capitão deve estar atento com o que acontece dentro de seu próprio barco, garantindo a alimentação de sua tripulação, deve estar atento também ao caminho geral que está sendo percorrido pelos demais barcos.

Assim deve acontecer também com a igreja e com cada cristão em particular: é necessário estar atento à resistência externa para que esta não lhe roube as forças, no caso dos filipenses a perseguição e pressão da sociedade romana. Também deve-se dar atenção aos problemas que podem surgir internamente, no caso dos filipenses as dificuldades de relacionamento interpessoal, que embora ainda não fossem um problema generalizado na igreja, poderiam se tornar em uma grande barreira para que a igreja cumprisse sua missão (o tema aparecerá em outras partes da carta).

A Igreja de Filipos só aguentaria a pressão da sociedade se estivesse unida e disposta resolver quaisquer problemas de relacionamento que enfraquecessem sua coesão interna. Por isto Paulo aconselha: cada um deve considerar os outros superiores a si mesmo. Logicamente isto não significa adotar uma posição ingênua diante dos defeitos dos demais irmãos, mas reconhecer a dignidade que a graça de Deus concedeu a cada um, de modo a que todos sintam-se envolvidos no mesmo objetivo cristão.

Neste ponto a carta toca em um dos aspectos mais complicados da natureza humana: o orgulho. Sem dúvida um dos maiores desafios para qualquer pessoa é deixar seus próprios interesses de lado e pensar no outro, mesmo que este outro não possa contribuir em nada para seu projeto pessoal. Assim, para resgatar o ideal de abnegação e humildade no coração dos filipenses Paulo usa o exemplo de Cristo e escreve uma das passagens mais marcantes do Novo Testamento, que será tema da próxima aula da EBD e de nosso próximo post desta série.

Abraço a todos e todas!

Referências:
DAVIDSON, F (ed). O novo comentário da Bíblia. 3 ed. São Paulo: Vida Nova, 1997
HARRISON, Everett F (org). Comentário Bíblico Moody - vol 5. São Paulo: Batista Regular, 1999
LEWIS, C.S. Cristianismo puro e simples. 2ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dica para o estudo do livro de Filipenses

No próximo domingo, dia 7, Escolas Dominicais de todo o país que utilizam a Revista da CPAD iniciarão o estudo da carta de Paulo aos Filipenses. 
Creio que todo o ensino bíblico ministrado em um trabalho ao estilo da Escola Dominical necessita obrigatoriamente de dois fatores: a explicação do texto bíblico e a aplicação para a vida prática. Trocando em miúdos: o aluno deve entender basicamente o que Paulo estava querendo dizer aos filipenses, e paralelamente conseguir tirar lições para a sua própria vida. Cabe ao professor conseguir equacionar e apresentar estes dois aspectos aos alunos. 
No vídeo a seguir temos um excelente exemplo de aplicação da carta de Paulo aos filipenses para a vida dos cristãos no século XXI. Trata-se da mensagem "ladrões de alegria" ministrada pelo pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes na Igreja Assembleia de Deus de Blumenau em 2012. 
Logicamente o vídeo não é de uma aula de EBD, mas oferece importantes elementos que podem contribuir para responder a pergunta que pode surgir na mente de muitos alunos da Escola Dominical neste trimestre: o que eu tenho a ver com a carta aos filipenses? 
Vale a pena conferir!


Abraço a todos e todas!

Veja também:
Mais uma dica para o estudo do livro de Filipenses
Paulo e a Igreja em Filipos (comentário da 1ª lição)
Esperança em meio à adversidade (comentário da 2ª lição)